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Guaramirim é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º28'23" sul e a uma longitude 49º00'10" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população estimada em 2008 era de 31.334 habitantes. A renda per capita gira em torno de 556,54 reais.



Dia 28 de agosto é aniversário de Guaramirim, e nesta mesma data será realizado o Garota dos Bairros Guaramirim, com a participação do curso de Design-Moda da Fameg/Unisselvi.
Serão onze candidatas e entre elas serão escolhidas:
Garota dos Bairros
1ª Princesa
2ª Princesa
Garota Simpatia

A galera do curso de Design- Moda está a cargo da 2º roupa das candidatas que será um vestido com o tema: “ Alice no país das Maravilhas”.
Torçam para Elisabeth Stein, minha candidata, estamos fazendo o trabalho com muito carinho para Guaramirim e todos seus moradores terem orgulho de disser que tem uma representante ao nível da bela cidade!

By: Aniê Samara.

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Alex Fagundes , 1 comentários

Imprimir com definição. Scanear com qualidade. Digitalizar com perfeição. Xerocar. Copiar com cores vivas e muita nitidez. Quando o assunto é imagens não existe especialista maior no mundo que a marca XEROX.


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A história
Chester Carlson nasceu em fevereiro de 1906, num lar desafortunado. Graduou-se em química e, pouco mais tarde, conquistou um diploma de físico no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Depois de uma breve passagem como engenheiro pesquisador da Bell Telephone, onde ganhava um salário de US$ 35 por semana, foi trabalhar na seção de patentes da empresa de produtos eletrônicos P.R. Mallory and Company em Nova York. A história da XEROX começou quando em um dia normal de trabalho ele notou que o número de cópias de especificações de patentes disponíveis em sua seção nunca era suficiente para atender à demanda. Havia sempre necessidade de mais cópias. E pior: não existia no mercado método rápido e seguro de se obter cópias em quantidade e com qualidade aceitável. Começava a nascer um inventor.
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Obstinado passou meses lendo todas as noites, na Biblioteca Pública de Nova York, tudo o que podia encontrar sobre processos de reprodução de imagens. Toda sua energia criadora se fixaria num capítulo que freqüentava somente as páginas teóricas dos manuais: a fotocondutividade. Na manhã do dia 22 de outubro de 1938, numa saleta do segundo andar de um edifício do bairro de Astoria, onde instalara seu improvisado laboratório, ele criou o processo que mais tarde se tornaria célebre em todo o mundo, sob a marca XEROX. Ele e seu assistente, o físico alemão Otto Kornei, cobriram uma placa de zinco com uma fina camada de enxofre. Em seguida, escreveram com tinta comum, sobre uma lâmina de vidro, os dizeres “10-22-38 ASTORIA”. Esfregaram com um lenço de algodão a placa metálica que se tornou carregada de eletricidade estática. Depois dessa operação, colocou a lâmina de vidro sobre a placa metálica e expôs o conjunto à luz de um refletor. Os raios de luz, conforme previa a teoria, drenaram toda a carga elétrica da chapa metálica deixando incólumes somente às regiões cobertas pela tinta dos dizeres, ou que serviu como uma máscara contra os efeitos dos raios luminosos. Retirada a lâmina de vidro, Carlson pulverizou a placa metálica com um pó conhecido como licopódio. Imediatamente, os dizeres “10-22-38 ASTORIA” se tornaram visíveis. E, para alegria dos dois pesquisadores, quando uma folha de papel foi pressionada contra a superfície metálica, a inscrição transferiu-se para ela. Essa foi a primeira cópia xerográfica do mundo.
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Em 1942, já se podia colher sinais de que o jovem inventor não blefava. No dia 6 de outubro daquele ano conseguiu a patente para seu invento, que recebeu o número 2297691. Passados dois anos, Carlson finalmente convenceu os diretores de uma organização de pesquisa sem fins lucrativos a selar com ele um contrato que lhe dava recursos para comercializar o invento. A duras penas, conseguiu US$ 15 mil e com eles manteve sua parte no bolo que então começava a crescer. Em 1947, sua sorte começaria a mudar. O Batelle Memorial Institute celebrou um acordo com uma pequena empresa chamada Haloid, fundada em 1906 na cidade de Rochester em Nova York, que se dedicava a fabricar papel fotográfico. A Haloid conquistou o direito de desenvolver o que seriam as máquinas xerográficas. Seu estilo de vida e de trabalho e seus exemplos marcariam a pequena Haloid em sua trajetória rumo à XEROX. O próprio nome Xerox nasceria na era Haloid. O instituto e seus novos sócios concordaram que a palavra “eletrofotografia” tinha pouco apelo mercadológico e decidiram alterá-lo. Por sugestão de um professor de línguas clássicas da universidade de Ohio, mudou-se a denominação do invento de Carlson para xerografia, do grego xerox = seco e grafia = escrita. Tinha-se um nome, mas não um produto.
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A Haloid inventou a palavra Xerox para as novas copiadoras e, em 1948, a palavra tornou-se marca registrada. No final da década de 40, John H. Dessauer, chefe de pesquisas, Chester Carlson e Joseph C. Wilson, presidente da empresa, fizeram uma exibição pública da Xeroxprinter. Tratava-se de um tosco aparelho xerográfico capaz de imprimir papel disposto em rolos dentro da máquina. O aparelho ganhou enorme publicidade, porém jamais foi comercializado. A primeira das máquinas xerográficas a ganhar as prateleiras veio à luz somente em 1949 quando foi introduzida a primeira copiadora. Inspirada pelo sucesso modesto inicial de suas copiadoras, a empresa mudou seu nome em 1958 para Haloid Xerox Inc. Nesta época, estava em gestação, nos laboratórios da empresa, o protótipo do que seria um dos produtos mais bem sucedidos da moderna era industrial: a Xerox 914, que o mundo veio a conhecer no outono de 1959. A designação 914, vinha do fato dela ser capaz de fazer cópias originais de até 9 por 14 polegadas. Foi um estrondoso sucesso e impulsionou os balanços da empresa para a órbita ocupada pelas grandes corporações dos Estados Unidos. A empresa tornou-se Xerox Corporation em 1961 após ampla aceitação da Xerox 914, a primeira copiadora automática para escritório que utilizava papel comum. No ano seguinte, a copiadora 813 seria lançada e imediatamente transformada num sucesso de vendas. O mesmo se passaria com o modelo 2400, batizado assim em razão do número de cópias que podia reproduzir em uma hora. Em todas elas, o espírito de Chester Carlson esteve presente. Da inquietação de Carlson com tal estado de coisas surgiu a xerografia, o mais avançado processo de reprodução de imagens até hoje colocado à disposição do homem, que permite copiar a seco, em papel comum, qualquer original. Uma idéia singela que ganharia notoriedade mundial com o correr dos anos, mudando o dia-a-dia de milhões de pessoas. Uma idéia cujo formulador se tornaria um rico empresário e inventor de méritos reconhecidos universalmente e sobre cuja força se assentaria uma empresa dona de uma marca conhecida ao redor do planeta.
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O novo século foi marcado pela crise e a ressurreição da empresa. Em todo o mundo a XEROX amargou, desde 2001, uma forte queda de venda, associada a uma enorme crise de liquidez, causada pela necessidade de pagar nos Estados Unidos uma multa de US$ 10 milhões por erros contábeis, a maior da história por violação aos informes financeiros. Isso forçou a mudança de foco. O slogan da empresa passou a ser The Document Company. O aluguel de máquinas copiadoras passou ao segundo plano. A XEROX passou a se dedicar à venda de equipamentos (sobretudo de grande porte) e à prestação de serviços em larga escala. E assim a situação de crise começou a ser revertida. A XEROX que saiu da crise está mais sólida, mas ainda luta para não ser uma cópia pálida de si mesma.
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A linha do tempo
1960

Inauguração do Centro de Pesquisa e Engenharia (Research and Engineering Center) em Webster, Nova York.
1970
Inauguração do famoso Xerox Palo Alto Research Center na cidade de Palo Alto na Califórnia. Atualmente este centro de pesquisa é um dos mais modernos do mundo.
Lançamento da impressora eletrostática.
1977
Lançamento da Xerox 9700, primeira impressora laser do mercado.
1980
Inauguração da primeira loja XEROX nos Estados Unidos.
1983
Introdução da primeira copiadora digital colorida para impressão em tamanhos grandes.
1990
Anúncio do programa de satisfação total (Total Satisfaction Guarantee) para todos os seus produtos.
1991
Início do programa de coleta e reciclagem dos cartuchos das copiadoras e impressoras.
Lançamento do papel reciclável para ser utilizado em seus produtos.
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O lendário PARC
Visto de fora, o lendário Centro de Pesquisas da XEROX, conhecido como PALO ALTO RESEARCH CENTER (PARC), localizado em Palo Alto na Califórnia é um lugar discreto, não muito diferente dos colégios da vizinhança, distribuídos ao longo da gigantesca avenida El Camino Real, que cruza o território californiano por uma rota aberta por frades pioneiros do velho oeste. Lá dentro, no lugar do esperado visual high-tech, paredes decoradas com desenhos feitos por crianças estrangeiras. Boxeadores pintados por um russo de 9 anos, jogadores de tênis de mesa esboçados por uma chinesa de 11 anos e assim por diante. Nada ali sugere o primeiro grande centro de pesquisas em computação pessoal da história. Local onde nasceu o ALTO, considerado o primeiro computador pessoal digno deste nome, lançado em 1973, quando o bilionário Bill Gates era calouro na Universidade de Harvard e Steve Jobs perambulava pela Índia em busca de iluminação divina. O lugar é uma espécie de “Meca da Cultura Tecnológica”.
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Índia em busca de iluminação divina. O lugar é uma espécie de “Meca da Cultura Tecnológica”. Toda vez que você clica com um mouse sobre um ícone ou abre uma janela na tela do computador, você está usando tecnologia inventada no PARC. O pop e já serviu de cenário para o filme “Piratas da Informática”, que romanceia a rapinagem, com as bênçãos da XEROX, de algumas tecnologias pela dupla Gates e Jobs. O PARC foi criado em 1970 como um laboratório de pesquisa para abastecer a Science Data Systems, empresa de informática comprada pela XEROX em 1969 por US$ 918 milhões, uma das maiores transações da história até aquele momento. Nos meses seguintes, a nata dos pesquisadores dedicados a ciência da computação, já estava reunida em Palo Alto. Todos arregimentados e regidos por Bob Taylor, chefe do Laboratório de Ciências da Computação (LCC) da empresa. Foi nesse tempo que se cunhou o bordão que o caracterizaria para sempre: “O melhor modo de prever o futuro é inventá-lo”.
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O PARC contabiliza 55 mil patentes ao longo de sua história, e atualmente 5 mil cientistas e engenheiros contratados trabalham com um orçamento de US$ 1.5 milhões para pesquisas e desenvolvimento. Para aproveitar essa oferta de cérebros, a XEROX mantêm colaboração com universidades da América do Norte, Europa, Rússia, China e Índia, além de parcerias com outras empresas na área eletromecânica e uma aliança com a Universidade de Alberta, no Canadá, focada em nanotecnologia. Somente 50% dos negócios originados no PARC são para a XEROX. Os demais são projetos de parceiros. Isso é possível porque, em 2002, o centro de pesquisas foi separado da empresa, tornando-se uma empresa praticamente independente. O modelo evoluiu e, desde 2005, o PARC, presidido por Marc Bernstein, funciona também como uma incubadora de empresas embrionárias.
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Uma empresa inovadora
A XEROX é considerada uma das mais inovadoras empresas globais, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias como o mouse, a interface gráfica, o padrão de rede ethernet e, mais recentemente, diodos orgânicos de emissão de luz (OLED) e o papel digital (Gyricon), dois componentes potencialmente revolucionários na arquitetura de interação homem-máquina-informação. A empresa investe quase US$ 1 bilhão anualmente em pesquisas.
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O nome
A marca XEROX ficou tão associada à idéia de fotocópia que é comum o uso da palavra xerox como sinônimo de máquina fotocopiadora ou como verbo significando fazer uma fotocópia, nos Estados Unidos e em muitos outros países. Também é comum, no Brasil, o uso da palavra como sinônimo de máquina fotocopiadora ou de fotocópia, assim como o uso do verbo xerocar como sinônimo de fazer uma fotocópia. Entretanto, a empresa não endossa o uso da palavra xerox nesses casos. A prinipal preocupação é que a palavra se torne uma trademark genérica, implicando em riscos aos direitos sobre a marca.
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A evolução visual
Durante sua longa e rica história a XEROX já possuiu inúmeros logotipos. A palavra XEROX apareceu somente no logotipo de 1948. Mais de uma década depois, em 1961, surgiu o logotipo, em azul, com a tipologia utilizada até 2007, que a partir de 1994 adotou oficialmente a cor vermelha.
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No começo de 2008, a XEROX anunciou o seu novo logotipo que marcava o novo posicionamento da empresa no mercado. O nome da empresa em vermelho, usado por 14 anos em diferentes versões, foi trocado por uma versão em letras minúsculas, acompanhado por uma esfera vermelha marcada por um “X” branco com traços prateados. A adoção de novo logotipo tem como objetivo desvincular da imagem de fabricante de copiadoras e destacar seus outros produtos, como softwares e impressoras coloridas, refletindo o novo posicionamento da empresa de inovação digital e facilidade de conexões.
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Os slogans
It’s a miracle. (1975)
Putting It Together. (1990)
The Document Company. (1994)
A New Way to Look at It. (2002)
Technology. Document Management. Consulting Services.
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Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
1906
● Fundador: Chester Carlson
● Sede mundial:
Norwalk, Connecticut
● Proprietário da marca: Xerox Corporation
● Capital aberto:
Sim (1936)
● Chairman & CEO:
Anne M. Mulcahy
● Presidente: Ursula Burns
● Faturamento: US$ 17.6 bilhões (2008)
● Lucro:
US$ 230 milhões (2008)
● Valor de mercado:
US$ 5.1 bilhões (fevereiro/2009)
● Valor da marca:
US$ 6.39 bilhões (2008)
● Presença global:
+ 130 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 61.000
● Segmento:
Tecnologia da informação e documentação
● Principais produtos: Copiadoras, impressoras, scanners
● Ícones: O “X” de seu logotipo
● Slogan:
Technology. Document Management. Consulting Services.
● Website:
www.xerox.com
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O valor
Segundo a consultoria britânica InterBrand, somente a marca XEROX está avaliada em US$ 6.39 bilhões, ocupando a posição de número 59 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 147 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano).
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A marca no mundo
A empresa mantém operações em cerca de 130 países empregando 61 mil funcionários, tendo faturamento superior a US$ 17 bilhões. A XEROX é a líder global no negócio de gerenciamento de documentos, oferecendo a mais inovadora gama de produtos, serviços e soluções para documentos da indústria.
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Você sabia?
Cerca de 25% de toda a receita com as vendas de equipamentos xerox são resultantes de equipamento em cores.

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Entendemos por fundamentalismo toda e qualquer doutrina ou prática social que busca seguir determinados fundamentos tradicionais, geralmente baseados em algum livro sagrado ou práticas costumeiras, consuetudinárias. Todo o fundamentalismo tende a uma absolutização do eu, do ego em detrimento do outro. Deixa-se de perceber que, humano, o outro é em verdade um outro eu e termina-se por não reconhecer a validade do ponto de vista do outro. Este é um dos maiores problemas da atual globalização. Na globalização romana todo o mundo não-romano era considerado bárbaro, portanto indigno de considerações e diálogo. Deveriam os bárbaros ser globalizados (embora, claro, estas expressões não fossem utilizadas). Na globalização portuguesa sobre o que hoje chamamos de Brasil deveriam os chamados de “índios” e ainda os negros trazidos em cadeias por sobre o mar, ser globalizados. Presentemente, o poderio econômico norte-americano já globalizou pacificamente os países da América Latina.

As nações islâmicas – particularmente aquelas que se assumem como fundamentalistas – mais refratárias à globalização norte-americana, estão sendo globalizadas à força. Para eles, o fundamentalismo econômico, que tem no Capital seu Deus Supremo e pauta-se por uma desconsideração total por fatores de cunho social-humanitário, é absolutamente inaceitável, uma vez que um dos primeiros preceitos do Islã é: Existe um único Deus, que é precisamente o Deus de Moisés, Abraão, Isaque e Jacó, ou seja, o mesmo Deus dos cristãos. No fundamentalismo econômico pouco se considera a religiosidade, exceto se corroboradora ou homologadora dos preceitos econômicos e do apego às posses materiais como meta suprema; no fundamentalismo islâmico leva-se a religiosidade mais a sério. Para o muçulmano só Deus possui. Ao homem é dado gerenciar, tão sabiamente quanto possível os dons e dádivas advindas da divindade. Naturalmente o fundamentalismo islâmico, por romper com os marcos da globalização moderna, ou seja, por pregar e praticar propósitos diferentes daqueles do fundamentalismo econômico, tornou-se desinteressante ao capitalismo e assim vem sendo combatido com violência no Afeganistão, no Iraque, na Chechênia e onde mais se manifeste.

Quatro pontos

1) Vivemos num mundo em que o fundamentalismo econômico impõe seus valores a todos os povos. Tecnicamente onde possível. À bala onde necessário.
2) Em todas as formas de fundamentalismo ocorre uma busca de absolutização do eu, do ego. Diz-se eu tenho razão, sou dono da verdade, você, se pensa diferente de mim, não tem razão.
3) O fundamentalismo econômico apresenta total devoção ao mercado de capitais; a preocupação social fica miseravelmente na propaganda e em plano zero na prática.
4) A marca da globalização de cima para baixo promovida pelos norte-americanos e seguida por todos os periféricos globalizados é o não reconhecimento do outro.

A Onda Grevista

A contradição principal do governo Lula consiste em uma postura a favor dos pobres e miseráveis no discurso, mas, na prática, em uma opção preferencial pelas atividades especulativas, de banqueiros e jogadores da bolsa de valores. Como governa para o mercado de capitais, a orientação de praticar elevadíssimas taxas de juros e manter elevados índices de recursos públicos voltados a pagar a dívida sempre crescente, desvia o dinheiro público da produção para a especulação.

A orientação política é clara: reduzir o poder aquisitivo dos trabalhadores evitando pagar reajustes salariais, mas, para disfarçar, mantém a divulgação de valores fantasiosos de inflação e, com base neles, remunera a mão de obra. Controlar a divulgação de notícias sobre o desemprego mantendo-as sempre otimistas embora o cotidiano do povo demonstre o oposto. Manter propagandas ufanistas sobre pretensas realizações econômicas e “retomadas de crescimento” mesmo diante de lojas vazias, comércio fechando e demitindo, falências generalizadas e um banditismo crescente.

Como a orientação governamental é justamente na direção de desviar recursos dos trabalhadores e empresários para as atividades especulativas, à redução do poder aquisitivo da população e à diminuição do ritmo das atividades produtivas, faz sentido que o governo fique surpreso com o fato de funcionários públicos lutarem por reajustes salariais, por exemplo. De fato, mesmo com um superávit primário tão elevado, com os cofres governamentais abarrotados de dinheiro, este está destinado ao pagamento de juros da dívida, até para que ela cresça ainda mais dentro da lógica enlouquecida do capital. Não há recursos para salários porque isto não está nos planos do governo. O que está nos planos é a redução do poder aquisitivo e, assim, sempre que há qualquer concessão salarial o governo se articula para ajustar a política econômica a fim de que, mesmo com aumentos nominais nos valores de salário e mantendo o patamar inflacionário dentro de níveis aceitáveis se reduza ainda mais o poder aquisitivo dos trabalhadores transferindo cada vez mais recursos para a ciranda financeira.

O pensamento unidimensional elegeu três indicadores para avaliar a saúde da economia: o risco país, o C-bond e a taxa de câmbio. Fatores que interessam única e exclusivamente ao mercado de capitais. De que outra maneira compreender que países em guerra como o Iraque ou divididos por guerra civil como a Colômbia tenham um risco país menor que o do Brasil apesar de todo o sacrifício que o governo brasileiro nos impõe?

Longe de ser alguma forma de comunismo trata-se, isso sim, do paroxismo da forma ruim de encaminhamento do capitalismo tupiniquim que remonta à ditadura militar. Neste sentido, o petista Antonio Palocci e o tucano Henrique Meirelles continuam o encaminhamento unidimensional da economia que começa ainda na ditadura militar com Otávio Gouvêa de Bulhões, Mário Henrique Simonsen e Delfim Neto, passando por João Sayad e Dílson Funaro, chegando a Zélia Cardoso de Mello, Pedro Malan e Armínio Fraga. Todos economistas unidimensionais, incapazes de formular, menos ainda de praticar, uma política que contemple o ser humano que vive, ama e trabalha como algo relevante a suas abstrações econômicas.

Boas notícias: retomada do crescimento e queda no desemprego

“Tendo em vista as boas notícias da economia”, o governo aumentará o superávit primário, ou seja, a quantidade de dinheiro público extorquido do povo na forma de impostos que passa a destinar-se a pagar juros da dívida.

Não se poderia ter o que quer que fosse contra as boas notícias, desde que fossem verdadeiras. Se tão somente elas refletissem algo que pudéssemos perceber fora da propaganda, no mundo real, concreto, palpável... Mas vivemos uma realidade cruel em que sobra cada vez mais mês no final do salário; caminhamos pelas ruas das cidades e vemos lojas vazias, mendigos, filas de desempregados e desesperados em busca de emprego e dignidade ou, entre os que já perderam até a dignidade em filas de esmolas e assistência social pública ou privada; restaurantes e supermercados indo ladeira abaixo, trocando marcas de produtos ou fechando por falta de quem consiga pagar pelo preço da comida, com toda a esmola que o governo anuncia estar dando; massas humanas cada vez maiores migrando das grandes cidades para o interior por absoluta falta de perspectiva econômica e desespero face à violência crescente; greves de várias categorias profissionais importantes...

As boas notícias são verdadeiras? A economia brasileira vai bem? Ora, o risco-país está caindo, o preço do dólar está baixo e a inflação sob controle... E nós com isso? De que adiantam estes índices se está cada vez mais difícil viver com dignidade e o governo ainda ri dos trabalhadores fazendo apologia da mendicância e da esmola? Em que o fato de os jogadores considerarem que se arriscam menos jogando no Brasil me conforta? Que me importa o preço do dólar se eu sou trabalhador e não jogador? Qual é a graça de se viver em inflação sob controle se não temos dinheiro para nada?

A Prática e o Discurso

Lula discursou na ONU. Uma das coisas mais admiráveis em Lula é que ele realmente discursa muito bem. Contudo, além de discordar que a esmola seja a melhor maneira de lidar com a pobreza, ficamos aporrinhados ainda pelo fato de a sua prática cotidiana desmentir letra por letra do seu discurso.

No palanque da ONU, Lula deu lições de combate à pobreza. Criar um imposto sobre armas e transações econômicas e utilizar os recursos em programas de esmolas para famílias carentes como o “Bolsa Família”. Enquanto isso, no mundo real, o programa Bolsa Família demonstra sua inoperância e o governo, a incompetência em mantê-lo.

No Brasil as “atividades econômicas” que são taxadas são aquelas dos trabalhadores que movimentam suas modestíssimas contas bancárias. As monstruosamente portentosas, dos operadores financeiros e jogadores da bolsa de valores, são isentas de imposto! Motivo de galhofa no cenário internacional, Lula atesta sua falta de autoridade para ensinar alguma coisa a outros povos, do alto de um governo corrupto e incapaz sequer de taxar atividades econômicas. As esmolas, como se esperava, perdem-se nos labirintos da corrupção e a população carente, quando chega a ver alguma coisa é uma parte insignificante do portento arrecadado. A solução, evidentemente, não é essa! Se estivesse realmente interessado em encarar o problema da miséria dos brasileiros na direção de resolvê-lo, o governo deveria inverter a orientação de sua atividade econômica; o governo Lula, aquele que produziu mais pobres e miseráveis na história da república, deveria reorientar sua política econômica caso desejasse efetivamente resolver o problema da fome, da miséria e da pobreza.

Stalinismo ou Nazismo?

Uma leitora atenta me pede que escreva umas linhas sobre as diferenças entre o stalinismo e o nazismo e que faça uma comparação com o que acontece no Brasil de Lula e do PT. Tarefa hercúlea, dada a complexidade daqueles regimes e o distanciamento histórico não permitir reedições tão simplistas em locais e tempos tão diferentes. Ainda assim tentemos...

Basicamente, ambos os regimes são totalitários, praticam a censura, perseguem opositores e têm sua origem em formas de socialismo mal compreendidos e mal encaminhados. Na Rússia os comunistas chegaram ao poder através de uma revolução popular que ceifou milhares de vidas. Na Alemanha os nacional-socialistas chegaram ao poder pelo voto popular. Na Rússia a economia foi estatizada, a começar pelos bancos e latifúndios. Na Alemanha, a propriedade privada dos meios de produção (bancos e latifúndios) foi preservada. Na Rússia, pode-se dizer, fundamentalmente, que o autoritarismo começa com o assassinato do Czar Nicolau Romanov e de sua família inteira, inclusive crianças, para que não houvesse descendente livre a pleitear o trono. Na Alemanha, antigos líderes políticos da velha ordem Imperial, como Hindenburg, e famílias aristocráticas, como a de Hermann Göering, foram preservadas e guindadas às dimensões centrais de poder. Na Rússia stalinista enfatizava-se o internacionalismo proletário. Na Alemanha nazista era exaltado o nacionalismo.

Sendo ambos os regimes, o stalinista e o fascista, totalitários, ditatoriais e conhecendo as sutis diferenças, comparemos: no Brasil, o PT de Lula chegou ao poder pelo voto popular, a economia segue fundamentada no enorme lucro dos bancos e do agronegócio dos latifundiários e antigos caciques da velha política como José Sarney, Orestes Quércia, e Antônio Carlos Magalhães são aliados importantes do regime. Inquietante ainda perceber que o governo Lula não se preocupa com o internacionalismo proletário, como os comunistas sempre propuseram, mas com um nacionalismo meramente de fachada e propaganda centrado no fundamentalismo econômico. Lembro que o fundamentalismo econômico apresenta total devoção ao mercado de capitais, a preocupação social fica miseravelmente na propaganda governamental e em plano zero na prática.

Se já não fosse suficientemente mal tentarmos entender como foi que uma proposta progressista como a do PT se transformou em subserviência ao FMI e assistencialismo mal praticado temos de responder ainda a questões como esta: se Lula e o PT estão realizando um governo stalinista ou nazista? Interessante seria o povo governar a si mesmo, sem necessidade de líderes ou partidos com tais características...

( Escrito por: Lázaro Curvêlo Chaves )

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